A luta continua!

Chegou ao fim a disputa pela definição do candidato do PSOL à Presidência da República. Ao longo desse processo, rodamos o país fazendo conversa boa com a militância. Recebemos, por onde passamos, uma calorosa acolhida.

Em cada oportunidade, e também nas redes sociais, buscamos apresentar, dentro de nossas limitações, três críticas à arriscada operação da maioria da direção do partido:

1. À política de aproximação com o PT (ou com setores dele), em nome da disputa de sua base social, que se expressa na moderação das críticas às gestões de Lula e Dilma, em iniciativas comuns (manifesto programático das fundações partidárias) e no projeto de refundação do PSOL. Como tentamos demonstrar, por esse caminho não vamos deslocar setores do petismo. Ao contrário, vamos descaracterizar o PSOL e facilitar a reconexão do PT com sua base.

2. Ao rebaixamento programático, que se expressa na Plataforma Vamos – adotada pela maioria da direção do PSOL como referência para a formulação de nosso programa. Ao flexibilizar nosso programa para disputar o petismo, apenas colheremos derrotas.

3. Ao processo anti-democrático – e por isso pouco legítimo – de escolha do representante do PSOL na disputa presidencial, em que a base foi alijada do debate e da decisão.

Desde o início, sabíamos que a parada seria dura. Assim, mais do que esperar vencer a disputa, trabalhamos para forjar um pólo crítico, a partir da convivência democrática entre distintos segmentos do partido. Embora tenhamos perdido a indicação do nome, acreditamos que tivemos êxito nessa empreitada, ao juntar vários parlamentares, intelectuais, agrupamentos, coletivos e militantes independentes sob uma mesma bandeira. Só isso já justifica a nossa candidatura.

Vamos continuar a disputar o PSOL. Não abandonaremos o partido! Perdemos uma batalha, não a guerra! A ala crítica à atual maioria obteve um terço da viciada Conferência Eleitoral. Entretanto, uma parcela muito maior da base está descontente. Desse modo, vamos seguir travando o debate político e programático, visando colocar na ordem do dia a superação do lulismo e deixando claro que há limites para a aproximação com o petismo e que uma parcela do partido não aceitará calada o rompimento dessas barreiras. Temos a certeza de que outros setores estarão conosco nesses combates.

Agradecemos os apoios recebidos. Cada um deles foi decisivo. Também somos gratos pelas críticas. Ambos foram fundamentais para alimentar o nosso espírito e a nossa militância nessa jornada. Cabe mencionar ainda que Nildo e Hamilton foram grandes parceiros. Agradecemos a solidariedade e o companheirismo dos dois.

Venceremos!